Segunda, 31 de janeiro de 2011, 13h45
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Saúde

Saúde participa de seminário sobre doença falciforme em Brasília


A secretaria Municipal de Saúde participou na semana passada, em Brasília, do seminário para discutir sobre orientação e informação da doença Falciforme que apesar de pouco difundida, é considerada uma das doenças genéticas mais comuns no Brasil segundo o Ministério da Saúde.

A servidora e técnica da Atenção Básica, Laura Vicuna, informou que no próximo mês de abril o município fará a capacitação dos profissionais que atuam nas unidades de Saúde para realização do pré-diagnóstico da doença.

Ela disse que o Hospital Júlio Muller é o Centro de referência em Cuiabá que é conveniado ao Sus para realização do exame e tratamento da doença. Apesar da doença não ter cura, Laura Vicuna ressaltou que as pessoas acometidas desse mal passam por tratamento ambulatorial (remédios) para obter qualidade de vida.

As pessoas com doença falciforme (SS) apresentam sintomas muito diversificados. Enquanto algumas podem apresentar sintomas leves, a maioria tem sintomas graves (como crises de dores ósseas, dores na barriga, infecções repetidas), podendo levar a morte.

Os bebês têm mais infecções e dores, com inchaços nas mãos e nos pés. Nas crianças maiores, as dores ocorrem mais nas pernas, nos braços e no abdome. Algumas pessoas podem ser acometidas por derrame cerebral. As crianças e adultos podem apresentar palidez e ter o branco dos olhos amarelado, sintoma conhecido como icterícia. Isso, na doença falciforme, pode ser confundido com Hepatite.

Doenças falciforme

Após a implantação do diagnóstico para a doença falciforme pelo “Teste do Pezinho”, confirmou-se uma grande incidência em alguns estados do nosso país. A Bahia é onde existe a maior incidência, com um doente para cada 650 nascimentos e um portador do “Traço Falciforme” (Gene característico da doença) para cada 17 nascimentos.

Outros estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco têm apresentado estatísticas significativas quanto a presença da doença e do traço na população.

Com base nesses dados, calcula-se que nasçam por ano, no Brasil, cerca de 3 mil crianças com doença falciforme e 200 mil portadores do Traço Falciforme. Tal cenário caracteriza a doença como um relevante problema de saúde pública no país.

 

Mais informações:
3617-7379.

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