Quarta, 11 de outubro de 2017, 17h39
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Saúde / PIONEIRISMO

Programa Ortopédico para Criança Cuiabana é iniciativa inédita em Mato Grosso


Vicente Aquino

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O Programa Ortopédico para Criança Cuiabana já inicia sua trajetória marcada pelo pioneirismo no estado de Mato Grosso, como sendo a primeira iniciativa do gênero a ser implantada na região. Durante seu lançamento, nesta quarta-feira (11), o prefeito Emanuel Pinheiro refletiu sobre o impacto que a proposta surtirá em médio e longo prazo, anunciando a primeira cirurgia da modalidade para a próxima terça-feira (17).

“Estamos diante de algo inédito, realizado também pela primeira vez pela Prefeitura de Cuiabá. Assumimos aqui a responsabilidade de já sermos referência com este tipo de procedimento em âmbito estadual e temos uma equipe especializada, liderada pelo médico Leonardo Bussiki, que dedicará seus esforços para a realização da cirurgia da síndrome do Pé Torto, expandindo futuramente para outras especialidades, como punho e mão. Com o sentimento de realização pessoal e desejo de expansão, iniciamos essa nova fase da saúde municipal, nos aproximando ainda mais da família cuiabana, cuidando das nossas crianças, para que elas tenham um futuro melhor. Estamos de portas abertas, trabalhando para garantir o prosseguimento ininterrupto deste trabalho”, afirmou Pinheiro.

Iniciado a partir de um convênio, através de um Termo de Cooperação Técnica assinado com o Hospital Júlio Muller em 25 de junho, a unidade de saúde ficará responsável por oferecer as instalações e os equipamentos para que a atual demanda reprimida seja atendida em tempo hábil. A equipe de médicos e enfermeiros conduzida pelo dr. Bussiki cumprirá a carga horária de trabalho dentro do estabelecimento, realizando atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos, conforme a necessidade do paciente. Com o prazo de duração correspondente a um ano, o acordo poderá ser renovado pelo mesmo período sucessivamente, a fim de garantir sua perpetuidade durante a gestão.

Conforme pontuado pelo prefeito, a expectativa é que seja realizada uma média de 20 procedimentos cirúrgicos por mês, suprindo a atual demanda de mais de 2.280 crianças em um curto prazo de oito ou 10 meses. Segundo a secretária municipal de Saúde, Elizeth Araújo, o programa não apenas vai ao encontro de uma angústia particular do chefe do Executivo, como também ampara inúmeras famílias e crianças que têm sofrido com as longas filas de espera que se estendiam até hoje.

“A síndrome do Pé Torto pode colocar em risco a qualidade de vida do paciente. Quando a criança não recebe o tratamento adequado em tempo hábil, sua rotina pode ficar seriamente comprometida. Atividades simples como a locomoção e a prática esportiva podem se tornar uma dificuldade, que vai acompanhar o crescimento deste pequeno até a sua vida adulta. Para que a cirurgia tenha resultados significativos, é importante que o atendimento seja feito até os cinco anos de idade. A partir disso, já encontramos um quadro de uma pessoa com sequelas consideráveis e poucas condições de reabilitação. Ao assumirmos essa responsabilidade, também encerramos um hiato de três anos sem nenhum procedimento do gênero na Capital, inaugurando um novo período na vida dessas famílias”, revelou.

A celeridade é também um dos aspectos que define o Programa Ortopédico para Criança Cuiabana, o que evidencia ainda mais a importância da parceria feita com o Hospital Júlio Muller. Segundo Elizeth, a atmosfera organizacional do espaço contribuirá para o cuidado dos pequenos que necessitam da saúde pública.

“Por se tratar de uma unidade universitária, há um olhar todo diferenciado na recuperação e no tratamento da criança. E esperamos que, com a presteza deste trabalho, possamos acelerar ainda mais o atendimento do paciente em 2018, com o melhor prognóstico possível, para que a pequena vítima desta enfermidade possa estar dentro de um padrão de normalidade, locomoção e não venha a sofrer com as consequências dessa patologia”, pontuou.

A cirurgia para a correção do pé torto possui custos altíssimos, que podem comprometer o orçamento doméstico de famílias com baixa renda. Segundo o médico Leonardo Bussiki, os valores do procedimento costumam variar de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Para o prefeito Emanuel Pinheiro, uma gestão sensível compreende a proporção desta carência e trabalha arduamente para corresponder às expectativas da população que conta com o serviço municipal. “A saúde é minha grande aflição e nós vamos transformar cada centavo do dinheiro público em benefício direto para a população cuiabana, especialmente nesta área que permanece como a mais delicada”, concluiu. 

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