Terça, 26 de outubro de 2010, 16h31
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Saúde

Agentes de Saúde recebem capacitação para identificar a Hanseníase


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) capacitou 457 agentes comunitários de saúde para identificação da Hanseníase. Com isso a rede de saúde esta preparada para intensificar o combate à doença em Cuiabá. A capacitação na rede municipal começou em março de 2010, quando médicos e enfermeiros receberam orientação para o diagnóstico e tratamento da Hanseníase.

Com base nos dados da SMS, em 2009 foram registrados 390 casos da doença no município. Em 2010, de janeiro a outubro, foram 260 registros da doença. Com a capacitação dos agentes comunitários de saúde na identificação da doença e médicos e enfermeiros no diagnóstico e tratamento da Hanseníase, a SMS vai treinar uma força tarefa para coibir o avanço da doença no município.

O secretário de saúde, Maurélio Ribeiro, destacou que o trabalho da secretaria será direcionado não só ao tratamento dos doentes, como também na identificação dos sintomas e prevenção da doença, que de acordo com ele, quanto antes diagnosticada mais rápido é a cura.

“A hanseníase tem cura, não mata, mas pode deixar seqüelas se a pessoa não for tratada. Quanto mais rápido for a procura por ajuda, mais cedo será a cura e menores serão as seqüelas”, concluiu Maurélio.

As campanhas de orientação para sintomas, diagnósticos e prevenção da doença, de acordo com Maurélio, serão intensificadas e a população contará com toda a estrutura e profissionais preparados para identificar a doença no início e tratar o doente imediatamente, impedindo que outras pessoas sejam contaminadas.

O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. São doze meses de medicamento e acompanhamento médico. O tratamento é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

Hanseníase

A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É uma doença infecciosa e contagiosa causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Os sintomas são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo, diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

 

Maiores informações:
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