Sábado, 18 de junho de 2011, 09h00
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Educação

Educadores do Aguaçu discutem Educação Inclusiva


Foto:Jorge Pinho/SME

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O desafio de acolher, incluir e oferecer uma educação de qualidade para crianças com deficiência no ensino regular foi tema de debate ontem (17-06) no Roda de Conversa da escola municipal rural Udeney Gonçalves de Amorim, no Distrito do Aguaçu, a 47 km de Cuiabá.

O encontro é uma das ações do programa “Revitalizando a Formação”, implementado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) da capital, em 2007, e que visa fomentar a formação continuada dos profissionais da Educação por meio da reflexão coletiva e construir propostas que melhorem e incentivem a prática pedagógica.

A temática, segundo a coordenadora da unidade de ensino, Margarethe Dourado, foi sugerida pelo corpo docente da escola tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelo grupo em trabalhar com estudantes que necessitam de atendimento especializado. “Dessa nossa angústia nasceu a solicitação à Secretaria para a discussão de alternativas e possibilidades para serem desenvolvidas com esses alunos”, explicou.

Uma das palestrantes do encontro, a secretária adjunta de educação, Cilene Maciel, afirmou que ainda há muito despreparo em relação à inclusão. “Falamos muito sobre isso, mas não oferecemos, temos resistência. Assim ferimos o princípio democrático onde todos, indistintamente, têm direito de aprender”.

Segundo a secretária, para que a inclusão, de fato, ocorra, algumas mudanças devem ser implementadas no ambiente escolar, como a aceitabilidade dos alunos, independente da raça, credo e capacidade de aprendizagem. “Outra condição fundamental é o interesse pela necessidade de cada criança e adolescente e a busca constante de alternativas de aprendizagem para atender essas especificidades. Isso é democratizar a educação”, afirmou.

Na oportunidade, a assessora pedagógica da SME, Vaniuza Wronsky, que presta assistência às 34 Salas Multifuncionais da rede municipal, fez uma retomada das legislações que garantem a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular, como a Construção Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Ela também promoveu resgate histórico da escolarização das pessoas com deficiência. “Pesquisas e estudos revelam que a escola regular é o melhor ambiente para que criança com deficiência desenvolva suas potencialidades”.

No que se refere ao Atendimento Educacional Especializado, a assessora lembrou que as Salas Multifuncionais são o espaço para complementação da aprendizagem no ensino regular. “Esses recursos são diferentes e oportunizam ao aluno com deficiência o direito à igualdade”, analisou.

Na rede de ensino de Cuiabá, 690 alunos com deficiência freqüentam salas de aula do ensino regular e também um espaço educativo multifuncional em período inverso, onde recebem atendimento especializado.

Para a professora do primeiro ciclo da escola, Maria de Fátima Rocha, a discussão com a equipe da SME teve uma repercussão imediata na sua prática pedagógica. “Refleti o quanto é fundamental e necessário pesquisar e estudar para ajudarmos essas crianças”, disse.

Segundo ela, muitas vezes, em seu trabalho com os alunos inclusos aparece o sentimento de impotência ao se deparar com certas dificuldades de aprendizagem. “Muita coisa do que foi debatido no nosso encontro já fazemos em sala. No entanto, frente a uma situação nova, somos desafiados. O que vou fazer daqui pra frente é buscar alternativas. Precisamos incluir, acima de tudo, com amor, paciência e preparo”.

 

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