Segunda, 02 de abril de 2012, 14h21
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Educação

Educadores de Cuiabá discutem proposta pedagógica para escolas do campo


Jorge Pinho/SME

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Como construir uma educação que leve em conta as características, as necessidades e a cultura dos que vivem no campo? Essa foi uma das questões discutidas no último sábado (31-03) por educadores do município de Cuiabá e do Estado que atuam nessa modalidade de ensino.

O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME) em parceria com a Secretaria de Estadual de Educação de Mato Grosso (SEDUC) e contou com a participação de aproximadamente 170 profissionais de escolas localizadas na zona rural.

Na pauta também estava a formulação de uma política de formação continuada para professores e funcionários sobre as concepções e princípios pedagógicos de uma escola do campo, considerando valores como a forma de produção, a relação com o trabalho e a participação social.

Na avaliação do diretor de Gestão Educacional da SME, Gilberto Fraga de Melo, para que a educação do campo tenha sua identidade respeitada, é preciso que os profissionais que atuam nessas comunidades entendam a cultura local. “Para isso, é preciso que tenham disposição para aprender e permitir que o aluno exponha seu saber”.

No entanto, explicou ele, essa condição não é autônoma e está associada a uma política definida de educação para o campo. “Não se faz mudança sem mudar o conceito. Essa proposta deve partir dos professores e é preciso que reflitamos sobre isso, pois não podemos simplesmente fazer uma transposição da educação urbana para a do campo”.

Compartilhando dessa opinião, o gerente de Educação do Campo na SEDUC, Rui Leonardo Souza Silveira, afirmou que há a necessidade da construção de um projeto específico que possa empenhar outra metodologia para trabalhar essa clientela. “Essas formações nos permitem refletir um projeto de educação pública para o campo”.

“Precisamos valorizar o que as pessoas construíram historicamente”, afirmou professor Ednilson Carvalho, diretor da escola municipal rural Nossa Senhora da Penha, no distrito do Coxipó do Ouro, a 23 km de Cuiabá.

Segundo ele, a universidade não prepara profissionais para a educação do campo. A formação é pautada no modelo urbano. “Para a formulação uma proposta de uma educação voltada para o campo, é preciso que conheçamos os alunos, sua condição social e econômica, de forma que o aluno seja sujeito desse processo”.

Na opinião de Carvalho, a iniciativa das Secretarias do município e do estado é importante na perspectiva de garantia de formação. “Esse esforço é muito válido porque a escola precisa proporcionar uma educação integral e ampla ao aluno”.

O município de Cuiabá possui hoje 11 escolas rurais que atendem cerca de 1,3 mil alunos.                                 

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