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Professora e estudantes de arquitetura pesquisam o Centro Histórico


Foto:Pipo Figueiredo

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Dois importantes trabalhos de pesquisas sobre o Centro Histórico de Cuiabá foram apresentados durante a II Oficina do PAC Cidades Históricas, que aconteceu ontem à tarde(11-11). No trabalho intitulado “Intervenções Urbanas – Requalificação de Centros Históricos”, da professora de Arquitetura da Unic, Nedyr Galhardo Marinho, especialista em Centros Históricos, o surgimento de outras opções de moradia, mais modernas e com melhor infra-estrutura, e a violência urbana estão entre as principais causas do abandono das habitações tombadas como patrimônio histórico.

Nedyr destacou que a elite que antes ocupava os casarões históricos abandonou esses imóveis ao perceber que nas construções mais modernas teria acesso aos recursos tecnológicos e meios de melhorar a segurança de suas famílias.

Nos imóveis antigos, observou a especialista, seria necessária uma série de adaptações e o atendimento de exigências legais para melhorar as condições de moradia. O mesmo aconteceu, diz, em relação aos prédios comerciais tombados.

Dentro da pesquisa, a professora apontou algumas Tendências e Diretrizes da Requalificação (denominação atual do que se habituou como Revitalização). Os Centros Históricos precisam, por exemplo, se tornar auto-sustentáveis, de valorização como áreas de cultura e turismo e recuperar a condição de locais de moradia.

Já os estudantes de Arquitetura da UNIC Ézero Martins, 21, e Rozely Macheco, 30 anos, a pedido da professora Estudos Sociais e Econômicos, Ana Rita Maciel, desenvolveram a pesquisa “Importância do Desenvolvimento do Patrimônio Histórico e Cultural de Cuiabá”. Apresentada aos participantes da II Oficina do PAC Cidades Históricas, a pesquisa apresenta características, conservação e dados históricos como fundação, tombamento e detalhando de pisos utilizados, espaços e ambientes.

Com esse trabalho, diz Rozely, constataram que mesmo os espaços de grande função social, como as igrejas, apresentam problemas graves de abandono. Os mais comuns são as rachaduras e infiltrações. Rozely e Ézero contaram que pesquisa eles aprenderam muita sobre a história e importância do tombamento.

“Aprendemos que os prédios tombados não são apenas monumentos históricos com atrativo turístico e cultural, também difundem conhecimentos e são utilizados na prestação de serviços sociais à população”, citaram os estudantes.
 

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