Quarta, 30 de dezembro de 2020, 10h30
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Saúde / ARTIGO

Ainda sem vacina, nossa celebração deve ser consciente e com cuidados redobrados


O fim do ano está se aproximando e nesta época é comum que todos façam planos para celebrar o Réveillon. O brasileiro é conhecido como um povo alegre, festeiro, que sempre arranja motivos para comemorações. E nada melhor para comemorar do que um novo ano que se inicia, não é mesmo?

No entanto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que assola o mundo inteiro, foi uma surpresa desagradável para todos nós neste ano de 2020. Muitas vidas foram perdidas, tivemos que aprender a viver afastados uns dos outros, a não nos abraçarmos, a usarmos máscaras, a trabalharmos em casa. Enfim, foram várias mudanças de hábitos que fomos forçados a aprender. E mudanças costumam ser muito difíceis, sobretudo quando precisamos deixar de fazer algo que gostamos muito.

No mês de julho passamos em Cuiabá pelo o que chamamos de “pico da pandemia”, que foi a época em que tivemos o maior número de pessoas contaminadas. Desde então, começamos a ver os números de infectados diminuindo gradualmente e, felizmente, o de óbitos também. Esse resultado é fruto das medidas adotas pelo prefeito Emanuel Pinheiro que, conforme estudo realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), evitaram que a Capital ficasse em estado totalmente crítico, como ocorrido em outras cidades brasileiras.

Há aproximadamente dois meses temos visto nos noticiários internacionais que os números de infectados por coronavírus começaram a aumentar novamente na Europa e, logo depois, nas maiores cidades do Brasil. Assim como tem acontecido no mundo inteiro, em Cuiabá não é diferente, infelizmente. Como secretária municipal de Saúde, me senti na obrigação de vir a público fazer um alerta para a população.

Da mesma forma que aconteceu no meio do ano, começamos a notar uma crescente de pessoas infectadas e de pacientes que precisam ser internados em UTI. Ressalto que esta situação não é exclusividade de Cuiabá, está acontecendo no mundo todo. O panorama que temos hoje é de UTIs de hospitais particulares totalmente lotadas de pacientes na sua maioria com COVID-19. A rede municipal já começou a receber pacientes oriundos da rede privada, que não encontram mais UTIs nos hospitais particulares. Além disso, também começamos a receber muitos pacientes de cidades do interior de Mato Grosso, onde já não há mais vagas.

O que eu quero dizer a todos é: tomem muito cuidado! Quando fechamos o comércio no começo do ano foi para estruturarmos a rede hospitalar do município para receber os pacientes de COVID-19, e isso já foi feito. Mas, se precisarmos atender pacientes da rede privada, de outras cidades, somados aos da rede pública, não teremos leitos suficientes, mesmo depois de termos aberto 135 leitos de UTI exclusivos para pacientes de COVID-19.

Temos um hospital inteiro para estes pacientes, uma UPA inteira e 40 leitos de UTI em outro hospital do município. Mas, precisamos ter em mente que cada um de nós é um transmissor em potencial deste vírus. Participar de festas com aglomeração de pessoas, sem o uso de máscara e sem a preocupação com as medidas sanitárias é colocar a si mesmo em risco e também as suas famílias. Comemorem com consciência, para que no próximo Réveillon todas as pessoas que vocês amam possam estar celebrando juntos novamente!

Ozenira Félix - Secretária Municipal de Saúde

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