Quarta, 19 de setembro de 2018, 09h00
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Saúde / PROJETO ACOLHER

“A prevenção ao suicídio acontece quando temos um olhar atento para os outros”, diz voluntária do CVV

Nove em cada dez mortes poderiam ser evitadas se as pessoas tivessem recebido amparo de amigos e familiares e ajuda psicológica


Gustavo Duarte

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Até o final deste dia, 32 pessoas vão cometer suicídio no Brasil. Nove, em cada dez mortes poderiam ser evitadas se a pessoa tivesse recebido amparo de parentes e amigos e ajuda psicológica a tempo. Na busca por diminuir esses dados que constam no último levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Hospital Municipal São Benedito, deu sequência nesta terça-feira (18), aos trabalhos do ‘Projeto Acolher’ com palestra do Centro de Valorização da Vida (CVV).

O diálogo foi conduzido pela voluntária do CVV, Gladis Cassel que está na atividade há mais de dois anos. No ato, ela abordou as principais formas para identificar a idealização e prevenir o suicídio. Segundo ela, entre todas as técnicas aplicáveis, o diálogo e a atenção ofertada à pessoa que está doente são considerados um dos melhores remédios. “Pessoas que querem suicidar-se não querem acabar com a vida, querem acabar com a dor. Dessa forma, concluímos que a prevenção acontece quando temos um olhar atento para os outros. Vale lembrar que todo ser humano tem capacidade de crescer nas adversidades basta que a gente dê condições para que ele encontre o caminho. Por isso, a escuta e o amparo são fundamentais na prevenção ao ato suicida”, explicou.

Informando que já passou pela experiência da idealização suicida na própria família, a recepcionista Mailla Cristina Damásio, de 31 anos ressaltou a importância da palestra para sua vida e condução enquanto profissional. “Me identifiquei muito com diversas coisas faladas na palestra, pois já passei por episódio semelhante na minha família. Entretanto, mais importante que isso, aprendi a me autoavaliar para melhorar a minha condução enquanto pessoa, seja em meu ambiente familiar ou mesmo no trabalho. Abraçar mais, dar um sorriso, perguntar se a pessoa está bem, são coisas mínimas que podem fazer a diferença na vida de quem precisa de ajuda. Esses ensinamentos de hoje, levarei para a vida inteira”, disse.

O PROJETO - Criado na última semana para prestar suportes psicossociais contínuos aos servidores do São Benedito, além das palestras semanais, o projeto ‘Projeto Acolher’ está proporcionando rodas de conversas e atividades fisioterápicas. Com base nisso, o evento teve início com a fisioterapeuta Alessandra Rinschede que aplicou ginástica laboral – Série de exercícios físicos realizados com o objetivo de melhorar a saúde e evitar lesões dos funcionários por esforço repetitivo e algumas doenças ocupacionais. No período da tarde, a psicóloga Flávia Guedes Saldanha e a assistente social Jaklyne de Arruda Soares - idealizadoras do projeto, deram sequência aos trabalhos com a oferta de acolhimento e escuta especializada e individualizada.

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