Quinta, 08 de julho de 2010, 16h21
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Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

Horto Florestal Tote Garcia: a importância da área verde


Foto: Fabiola Gomes

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O Horto Florestal Tote Garcia, criado em 4 de fevereiro de 1953, está situado na zona sul da cidade de Cuiabá, à margem esquerda do rio Coxipó, na Rua Balneário São João, sendo limitado pelas avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio e pela rua Antonio Dorileo, com uma área aproximada de 15 hectares. O Horto Florestal já teve outras denominações como: Parque Florestal Municipal (Lei 529 de 2 de julho de 1960), e Parque Zoobotânico (Lei 1953 de 14 de maio de 1982).

Após ser subordinado às Secretarias Municipais de Agricultura e Abastecimento, e à de Obras e Serviços, o Horto também esteve vinculado à Secretaria de Serviços Urbanos, e atualmente é vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, constituindo-se em uma área pública, utilizada para o desenvolvimento de pesquisas para a produção de mudas para arborização da cidade, para o desenvolvimento de trabalhos de educação ambiental e para o lazer da população.

O horto conta com um viveiro de mudas, onde são produzidas mudas de inúmeras espécies, em quantidades suficientes para atender à demanda da comunidade em geral. O local ainda abriga o centro de convivência (auditório) com infra-estrutura destinada às discussões públicas sobre as práticas conservacionistas, à educação ambiental, reuniões e treinamento. O bosque é uma área florestal com predominância de espécies nativas, cujo objetivo é proteger do solo, habitat para a fauna, servindo ainda para a produção de sementes, lazer contemplativo e educação ambiental.

A vegetação predominante é de mata ciliar com espécies típicas dos gêneros Alchornea (“gurupiá”), Celtis (“sarã”), Inga (“ingá”) e Anadenanthera (“angico-branco”), e algumas espécies remanescentes de cerradão. Foram introduzidas também espécies arbóreas exóticas. Esses povoamentos formam bosques homogêneos sombreados, utilizados para pesquisa, e fins educativo e lazer. Das espécies remanescentes, ocorrem entre outras, Guazuma ulmifolia (“chico-magro”), Aspidosperma sp (“guatambu”), Cordia glabrata (“louro-branco”), Tabebuia sp (“ipê”); das exóticas ocorrem, Hevea brasilensis (“seringueira”), Pinus sp (“pinheiro”), Eucalyptus sp (“eucalipto”), que formam parte da vegetação dessa área” (Cuiabá, 1990).

Para o Educador Ambiental do Horto Florestal, Rodrigo Nunes Macedo, é muito bom transmitir o conhecimento sobre a área ambiental para a sociedade. “Mostrar para as pessoas a área ambiental é uma integração do horto com a sociedade. Temos programação durante o ano todo, algumas são anuais, como: o Dia das Crianças, Dia da Arvore e a semana do Meio Ambiente, sem contar nossas oficinas e palestras, que são realizadas durante o ano.”

Dados Históricos – Desde a sua criação, o Horto passou a ser administrado através de um convênio entre o Ministério da Agricultura e a Prefeitura Municipal de Cuiabá, com o objetivo de produzir mudas e sementes, destinadas aos agricultores das regiões próximas e para a arborização urbana, encerrando-se na década de 60 o referido convênio. Nessa época, durante cerca de vinte anos, parte da área do Horto foi cultivada, permanecendo ainda uma área de cerrado. Muitas atividades agrícolas foram desenvolvidas com a implantação de viveiros de mudas de árvores, como o eucalipto e a seringueira. Conforme Petrone (1957), “a cultura mais interessante é a do feijão mucuna. É uma planta adubadora”, que propiciou a rotação de cultura, e permitiu o cultivo de outros vegetais, como milho, arroz e cana, além da utilização do produto da colheita para a alimentação dos porcos.

Para a produção das mudas no Horto, as sementes vieram de São Paulo e do Rio de Janeiro pelo Correio, sendo introduzidas, em 1953, espécies exóticas como a sibipiruna e o flamboyant, que foram plantadas na Avenida Getúlio Vargas. Posteriormente houve a introdução de outras espécies exóticas, como o oiti, munguba, chuva-de ouro, paineira, espatódea, palmeiras, entre outras. Nessa época não existia a preocupação de produzir espécies nativas, porém as primeiras espécies plantadas foram o angico, louro, ipê, cedro e aroeira.

A área do Horto correspondia inicialmente a 34 hectares, passando para cerca de 15 hectares devido à pressão imobiliária. No início a área cultivada era de menos de 1 hectare, com a produção de mudas destinadas à arborização urbana e com o cultivo de hortaliças que se estendia até a margem esquerda do rio Coxipó, substituindo a vegetação natural. Pacientes do Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, como terapia ocupacional, participaram na manutenção de hortas como terapia ocupacional, produzindo hortigranjeiros que ajudavam na alimentação dos pacientes do próprio hospital e para o consumo dos funcionários do Horto.

A água para irrigação das mudas era levada do rio Coxipó, inicialmente em baldes, até a aquisição de uma pequena bomba e da construção de um que. As mudas produzidas também eram doadas para arborização de outras cidades, como Chapada do Guimarães, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Jaciara e Rosário Oeste.

No horto também há umveiro que trabalha com a produção de mudas. Os bolsistas do “Projeto Aprender Fazendo”, plantam as mudas. Para a secretária pelo viveiro e coordenadora do projeto do Horto, Karina Alves Rondon, “o projeto consiste em empregar as pessoas que não têm qualificação, oferecendo um curso com duração de 6 meses, mais bolsa auxílio, vale alimentação e vale-transporte. Esse projeto é destinado às pessoas de baixa renda. Os interessados podem se inscrever em qualquer uma das secretarias da prefeitura.”

O Horto Florestal Tote Garcia abre de segunda a sexta, das 7h às 17h. E no sábado pela manhã, sem o acompanhamento de instrutores.

Mais Informações:
Fabiola Gomes/Smades
3645-6101

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