Sábado, 09 de novembro de 2019, 15h00
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Educação / FORMAÇÃO

Curso capacitou servidores para formação de comissões de heteroidentificação

Formação reuniu representantes de instituições de Ensino para discutir também a implementação de critérios comuns de verificação


Divulgação

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A Secretaria Municipal de Educação, por meio de representante, participou da I Capacitação para Comissões de Heteroidentificação de Pretos e Pardos. A ideia dos organizadores do curso, além de possibilitar a capacitação de servidores que poderão atuar nas comissões, é de que as instituições que adotam o sistema de cotas, possam implementar critérios comuns de verificação.  

O curso foi estruturado em três etapas, de sensibilização e construção histórica das noções de racismo, raça e discriminação, com atividades teóricas e lúdicas, que culminou com uma reflexão sobre a visão da questão racial e de pertencimento no Brasil. A segunda etapa concentrou os estudos e debates e, na última, estudiosos do tema compartilharam suas experiências.

Maristela Abadia Guimarães, uma das coordenadoras do curso, disse que o objetivo final da capacitação foi garantir o acesso e permanência de servidores e estudantes cotistas nas instituições de ensino de forma geral.  “Quando capacitamos os servidores, oferecemos um serviço público eficiente. Além disso, estamos promovendo o controle e prevenindo os riscos de ilícitos, além de cumprir o papel institucional de uma instituição pública de ensino, que é o de oportunizar o ingresso de servidores e estudantes negros e negras por meio da política pública de cotas”, destacou.

Para o historiador Edmilson Marques de Moraes, assessor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, a ideia é aplicar, efetivamente, a legislação que trata sobre o tema, ao universo dos concursos e processos seletivos realizados no âmbito do município e também ampliar as discussões no âmbito da Educação. “O município de Cuiabá já adota em seus processos de seleção o sistema de cotas, mas é importante nos qualificarmos para avançar cada vez mais, tendo esse olhar para as pessoas que se declaram pretos, pardos ou indígenas”, afirmou Edmilson Marques.

Como pesquisador, o assessor pedagógico estuda o tema, em especial a Lei 10.639, que instituiu o ensino da história africana e afro brasileira nas escolas de todo o país. “Questões ligadas às populações de origem africana ou indígenas já são temas discutidos e vivenciados na rede pública municipal de educação. Essa formação veio ampliar e fortalecer esse conhecimento e o olhar diferenciado para a formação da comissão, e ainda as discussões nas unidades educacionais, sobre como conseguimos assumir a nossa identidade enquanto cidadão”, destacou Edmilson Marques.

O curso foi realizado no período de 30 de outubro a 01 de novembro, no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), organizado pela Diretoria de Política de Ingresso (DPI) com apoio do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, Indígenas e de Fronteira, Maria Dimpina (NEABI/NUMDI) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Estadual (UNEMAT), com extensão de vagas para a Secretaria Municipal de Educação.

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