Quarta, 07 de agosto de 2019, 08h30
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Educação / BIOGÁS E ECO-ALFABETIZAÇÃO

Alunos e professores do município conhecem projeto que dá destinação correta a resíduos

Cinco unidades da rede pública municipal já receberam o sistema e vão produzir biogás para alimentar bocas de fogões nas cozinhas


Alunos, pais e toda comunidade escolar da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Madre Marta Cerutti, no bairro Bela Vista, participaram na segunda-feira (5), da apresentação do Projeto Biogás e Eco-Alfabetização na Escola Cuiabana. A palestra envolveu técnicos da empresa parceira da Prefeitura de Cuiabá, além de técnicos do município que acompanham o projeto.

A Técnica de Nutrição Escolar (TNE) da unidade, Sandra Soares Mendes, acompanhou a instalação do biodigestor no terreno da escola e dos tubos que conduzem o gás para a cozinha e vai auxiliar no preparo da alimentação diária dos alunos e, não fazia ideia de que a energia produzida pelo equipamento viria dos restos e detritos de comida que antes iam para o lixo.  “O fogão é prático, rápido, o método é bem simples, e a chama que vem no encanamento é forte. Em questão de dois minutos, você faz um cafezinho da hora”, observou a TNE ao afirmar que o sabor da comida, não sofre nenhuma alteração em relação ao tipo de gás empregado.

O biogás foi instalado em caráter experimental em cinco unidades educacionais da rede. No período de um ano e meio será feita uma avaliação do projeto levando em conta os investimentos equipamentos, pessoal técnico de campo, e o retorno para o município.

O representante da empresa parceira que detém a tecnologia, a Eco-Energy, Evanildo Rafael, contou que tudo começou em 2012 quando o pais buscava novas matrizes de energia. Os pesquisadores encontraram a nova tecnologia no Estado de Israel (país no Oriente Médio). Em 2018, o biogás chegou oficialmente ao Brasil e foi trazido para Mato Grosso, e consequentemente para a Cuiabá. “Hoje temos alguns modelos instalados em Cuiabá, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação, em cinco unidades educacionais, além de restaurantes da cidade e, nossa intenção é buscar parcerias com outros municípios do interior do Estado”, disse Evanildo Rafael.

O sistema foi pensando para utilizar resíduos orgânicos e a partir daí, produzir gás Metano e o bio fertilizante.  O equipamento compreende um tanque de biodigestão com capacidade de 1.200 litros, e um reservatório que armazena cerca de 700 litros de gás Metano por dia, gerando uma autonomia de gás por duas horas e meia a três horas de funcionamento de uma boca de fogão. “O ideal é que o sistema seja alimentado com 5 kg de resíduos por dia. Mas, como a gente sempre vai ter resíduo em decomposição dentro do tanque de biodigestão, se ele ficar um ou dois dias sem ser alimentado, ainda assim, terá resíduo em decomposição produzindo o gás”, explicou Evanildo Rafael.

A monitora do projeto Biogás e Eco-Alfabetização na Escola Cuiabana, Edilaine Cristina da Silva Almeida, disse que a energia gerada é limpa, autossustentável, ecológica e de baixo custo. Ela contou que as unidades educacionais já realizam projetos de educação ambiental com seus alunos e agora estão tendo a oportunidade de subir um degrau a mais com a proposta. “Com a parceria firmada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, estamos saindo da sala de aula para a prática. Nossa proposta é avançar no tema para que a educação ambiental possa trazer impactos positivos ainda maiores no cotidiano da escola, onde o aluno possa fazer o seu saber pedagógico, e também na comunidade”, contou Edilaine Cristina Silva Almeida, que também é engenheira Agrônoma da Secretaria Municipal de Educação.

Na EMEB Madre Marta Cerutti, assim como nas outras quatro unidades onde o sistema funciona em caráter experimental, os equipamentos foram instalados durante o período do recesso escolar e já estão recebendo os resíduos orgânicos e restos de alimentos da cozinha. Além do gás que será produzido, o bio fertilizante vai adubar as hortas, pomares e jardins da escola, o que significa que nenhum resíduo sobrará do processo.

“Nos próximos meses, vamos avaliar e mensurar os resultados, mas com o processo ganham os alunos, com o enriquecimento da proposta pedagógica das unidades, a comunidade e o meio ambiente. Para se ter uma ideia, com o sistema, que é bastante simples, deixamos de descartar no meio ambiente até cinco quilos de restos de comida. Saímos de um passivo ambiental e estamos trazendo um ativo ambiental e economia para o município”, destacou Edilaine. 

Além dos professores, alunos e servidores da EMEB Madre Marta Cerutti, o diretor Administrativo e de Patrimonio da SME, Marcio Roberto Daima acompanhou a apresentação.

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